domingo, 19 de dezembro de 2010

Celebrar o Natal (Sidney Alves)

Celebrar o natal é celebrar a vida
É anunciar a boa notícia
É contemplar o nascimento de Jesus Cristo
É estar de bem com a sua família
Celebrar o natal é celebrar a partilha
É ajudar as pessoas excluídas
É vivenciar a palavra de Deus
É comemorar as conquistas
Celebrar o natal é celebrar as maravilhas
É o reino de Deus que se aproxima
É renunciar a si mesmo
É relembrar que Deus tem um plano em sua vida
Celebrar o natal é celebrar a alegria
É ter o Messias como presente
É acolher os amigos e inimigos
É seguir um caminho diferente
Celebrar o natal é celebrar o Onipotente
É rejeitar a escravidão do pecado
É amar o próximo como a si mesmo
É fazer de tudo, para que Deus seja exaltado.
 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Canção do Exílio (Gonçalves Dias)

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."


 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Luz que meu céu ilumina , você é minha metade. (Emmanuel)

Não importa ! O que aconteceu até hoje, não importa os obstáculos que ainda vamos superar, não importa o que somos hoje, não importa o que fomos no passado, não importa o que acham de nós, não importa se ainda somos jovens, não importa se nos ignoram, não importa se dizem que não vai durar , não importa! o que importa é o que ainda vamos viver daqui pra frente, o que importa é que estaremos firmes sem cair no primeiro obstáculo que virá, o que importa é o que seremos no futuro, o que importa é o que somos não o que pensão da gente, não importa nossa idade o que importa é o amor que sentimos um pelo outro, não importa se nos ignoram agente sempre supera tudo e todos, se dizem que não vai durar? Só Deus nos dará a resposta, mas eu sei que vai durar, porque nosso amor é o maior do mundo, e tenho a certeza de que você me fará feliz e que eu vou te fazer feliz pra sempre.
   Pra alguns pode ser pura bobagem, para outros a coisa mais linda do mundo, para mim um dos momentos mais importantes de minha vida, a cada gesto assim fico mais e mais apaixonada, espero que esse sentimento não se acabe qe ele seja verdadeiro como eu estou pensando! A ROSA, por mais simples, por mais delicada que seja, quando dada com amor não importa se as petálas caiam, não importa se ela vai murchar, mesmo  ela tano feia desbotada o sentimento será smp o de amor, o sentimento mais perfeito de dois seres tão imperfeito cheio de defeitos que age de maneira as vezes tola, mas agem com o coração o que deixa puro tudo o que se faz, que se fala, ou que se sente, ! Pois : eu amo você
sou eu
gostaria de poder gritar para não apenas nós dois, mas para o mundo inteiro saiba que meu amor por você é verdadeiro, eu sei que não são eles que irão te provar meus sentimentos, mas eu sei que com minhas ações que você vai perceber que eu sou a menina que quer mais fazer você feliz, eu sou a unica pessoa que nunca vai abandonar você, sou eu quem vai ouvir você quando ninguém pode compreendê-lo, que vou partilhar todos os momentos de alegria e tristeza com você, sou eu quem vai viver para sempre com você, sou eu!
  " Não há mundo sem teu abraço, não há vida sem teus beijos, não há momento sem te amar, não há cores sem um arco-íris, não há vida sen vocês..."


♪ Como saber , da onde nasce nosso grande amor !
Escolhi você...
E o amor nos escolheu depois
Quando então você e eu, virou nós dois
Você com o seu jeito de encantar
Mudou meu conceito de amar
Que bom amar assim
Eu meio sem jeito pra dizer
Quero dividir com você
Não cabe mais em mim
Falar de nós dois, seja a onde for
Estou falando de amor!. ♪
                      

domingo, 5 de dezembro de 2010

Meus versos (Autor desconhecido)

Se escrevo?Sim,faço poesias.
Se sou poeta?Bem não chego a tanto.
Mas  meus versos há tristezas e alegrias,
Mas sempre há,entre as linhas,um encanto.

Se sou feliz?Procuro ser a todo instante.
Se sou sempre?Bem,depende do momento.
Nos meus versos o amor é inconstante,
Mas há, entra as linhas,um atento.

Se amo a vida?Sim,de peito aberto.
Se amo alguém?Tenho desconfiança.
Nos meus versos o futuro é incerto,
Mas sempre há,entre as linhas,uma esperança...



                         

sábado, 4 de dezembro de 2010

.A IDADE DE SER FELIZ (Mário Quintana)

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida  de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Jeito Amigo (Ederson Peka)

No teu jeito sincero
Não há dolo ou vileza.
Tenho assim a certeza
Que a razão dos teus versos
Não é dúbia ou forçada:
És meu bom camarada.
O teu jeito constante
Me sustenta na lida,
Pois na luta renhida
Teu apoio é incessante:
Minhas mágoas carregas,
Pois és meu bom colega.
O teu jeito espontâneo
Traz a luz da alegria:
Tua presença irradia
Um sorriso instantâneo;
E, por ser verdadeiro,
És meu bom companheiro.
Teu jeito apaixonado
Me faz crer na amizade:
'Té na eternidade
Quero ver-te ao meu lado,
Caminhando comigo,
Pois és meu bom amigo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"A esperança de uma solução para as pessoas que tem esse problema,na qual a medicina está em busca."

Deficientes com Charcot Marie Tooth - Município de Tobias Barreto (SE)
video

Carta a um adolescente (Rubem Alves)

             
Você pediu que eu escrevesse sobre a maldade. Foi a primeira vez que uma pessoa me pediu isso. Você foi corajoso porque falar sobre a maldade é falar sobre nós mesmos. A maldade é algo que mora dentro de nós, à espera do momento certo para se apossar do nosso corpo. Ao pedir que eu falasse sobre a maldade você me pediu que o ajudasse a entender o lado escuro de você mesmo.

Para a gente entender a maldade é preciso entender, antes, os dois poderes de que somos feitos. Somos feitos de uma mistura de amor e poder. Amor é um sentimento que nos liga a determinadas coisas, e vai desde o simples gostar até o estar apaixonado. O amor quer abraçar, ficar perto, proteger. Amo meu cachorrinho: quero brincar com ele, tenho saudade dele. Se ele morrer eu vou chorar. Gosto da minha casa. Dói muito – dá raiva – se alguém picha de preto o muro que tinha justo sido pintado de branco. Gosto muito de uma pessoa: pode ser o pai, a mãe, o avô, a namorada. Por causa desse sentimento fico triste vendo que aquela pessoa está triste. O amor faz isso: coloca o outro dentro da gente. O que o outro sente, a gente sente também. Um amigo meu, pedreiro, senhor João, a primeira coisa que fazia quando me visitava em minha casa era salvar, com um peneira, as abelhas que estavam morrendo afogadas na piscina. Ele sofria com as abelhas.
Por isso, muitas pessoas são vegetarianas. Elas não suportam pensar na dor por que passam os bichos para que nós nos lambuzemos com a carne deles. Uma pessoa muito querida, que não é vegetariana, não consegue comer frango ao molho pardo. O molho pardo desse frango se faz com sangue – e ela se lembra de haver visto frangos de pescoço cortado, pendurados num gancho, agonizantes, seu sangue vagarosamente pingando num prato. Agora, sempre que ela vê frango ao molho pardo, ela se lembra do sofrimento daquela ave inocente. Os bichos também sofrem.

O amor nos liga à natureza toda. Eu amo a natureza – os riachos de água limpa, as cachoeiras frias, as matas com suas samambaias, avencas, orquídeas, bananeiras, as borboletas, cigarras, pássaros. Nós humanos, temos olhos deformados – não percebemos a beleza dos seres que são diferentes da gente. Mas todos eles, inclusive os besouros (que alguns chamam de “bisorros”), as rãs, os lagartos, as marias-fedidas, as taturanas, os urubus – todos eles querem viver, sofrem, fazem parte desse nosso mundo e são necessários à sua existência. Todos eles são nossos irmãos – porque todos nós teremos o mesmo fim. Um dia nós voltaremos à terra e, quem sabe, renasceremos como besouro ou galinha...

Aquilo que eu amo eu quero proteger. Proteger o cachorrinho, o muro de casa, a natureza... Às vezes, a gente quer algo anterior ao proteger: a gente crer criar. Você ainda não é pai. Não tem, portanto nenhum filho para proteger. Chegará um dia, entretanto, em que você desejará ter um filho que você ainda não tem. Para isso é preciso que você tenha os poderes de homem – para semear no ventre de uma mulher a semente do filho que você ama, mas ainda não tem. Você deseja ser (ainda não é) administrador de empresa, cozinheiro, médico ou flautista: você ama essas coisas; mas ainda não é. O amor sozinho, não faz milagres. Para ser qualquer dessas coisas você terá que, devargazinho, ir desenvolvendo poderes no seu corpo, poderes que tornarão a forma ou de conhecimentos ou de habilidades.

Quando você tem essas duas coisas juntas o amor e o poder, coisas muito bonitas acontecem. O poder torna possível a existência daquilo que a gente ama: gero um filho, planto um jardim, construo uma casa.
O poder, assim está a serviço da alegria. Pelo poder eu posso contribuir para que o mundo seja melhor. O poder e o amor juntos, estão a serviço da preservação da vida.

Acontece, entretanto que a vida anda devagar. Leva tempo para uma criança ser gerada. Leva tempo para uma árvore crescer. Por vezes, ao plantar uma árvore, a gente sabe que nunca se assentará à sua sombra.
Já a morte anda rápido. Mata-se numa fração de segundo. Basta puxar um gatilho. Ou pisar o bicho. Ou quebrar o ovo. Corta-se uma árvore que levou cem anos para crescer em poucos minutos: se for uma bananeira, basta um golpe de facão.

Você me perguntou sobre a maldade: a maldade é isso – quando as pessoas sentem prazer no ato de destruir, isto é quando as pessoas sentem prazer no exercício puro do poder, sem que esse poder tenha um objetivo de vida. Bondade é o poder usado para a vida. Maldade é o poder usado para a morte.

A adolescência é o momento da vida quando se descobrem as delícias do poder. Criança tem amor mas não tem poder. Ela quer sorvete mas não tem o dinheiro. A mãe segura, põe de castigo, dá palmada. A criança é impotente. Na adolescência o corpo se desenvolve. Fica maior que o corpo da mãe, o corpo do pai. Ganha força. Juntos, então os adolescentes se constituem num exército poderoso. É por isso que os adolescentes gostam de estar juntos: isso lhes dá um sentimento de poder. Há coisas que nunca fariam sozinhos. Mas, em grupo, tudo é permitido. As pessoas mais mansas podem se tornar monstruosas em grupo. No grupo a gente perde o senso da responsabilidade moral.

Como eu já disse, o poder, como fim em sim mesmo, sem um propósito de amor, dá prazer rápido. Quebrar, pichar, arrancar, bater, cortar esmagar, derrubar – todas essas são formas do poder-prazer a serviço da morte. É uma coisa demoníaca.
Por isso, meu amigo, adolescente, quero confessar uma coisa que nunca confessei: “Tenho medo de vocês”. O fascínio que vocês têm pelo poder me assusta. É isso que é maldade: poder sem amor.
Eu queria poder dar para vocês, como herança, o ovo onde moram os meus sonhos, na esperança de que vocês continuassem a chocá-lo, depois da minha partida. Sim, o mundo que eu amo se parece com um ovo: está cheio de vida mas é muito frágil. Dentro dele estão coisas delicadas, fáceis de serem destruídas: plantas, insetos, ninhos, aves, músicas, poemas, memórias, livros, peixes, muros brancos, crianças, velhos, jardins...
Mas eu tenho medo que vocês não resistam à tentação de quebrar o ovo onde eu e o meu mundo moramos. Como é fácil quebrar um ovo! Fácil e irreversível: nunca mais! Assim, por enquanto, o ovo onde moram meus sonhos fica sob a minha guarda. Até encontra os herdeiros que eu espero.

       

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Segredos (Casimiro de Abreu)

Eu tenho uns amores - quem é que os não tinha
Nos tempos antigos? - Amar não faz mal;
As almas que sentem paixão como a minha
Que digam, que falem em regra geral.
- A flor dos meus sonhos é moça e bonita
Qual flor entreaberta do dia ao raiar,
Mas onde ela mora, que casa ela habita,
Não quero, não posso, não devo contar!
Seu rosto é formoso, seu talhe elegante,
Seus lábios de rosa, a fala é de mel,
As tranças compridas, qual livre bacante,
O pé de criança, cintura de anel;
- Os olhos rasgados são cor das safiras
Serenos e puros, azuis como o mar;
Se falam sinceros, se pregam mentiras,
Não quero, não posso, não devo contar!
Oh! ontem no baile com ela valsando
Senti as delícias dos anjos do céu!
Na dança ligeira qual silfo voando
Caiu-lhe do rosto seu cândido véu!
- Que noite e que baile ! - Seu hálito virgem
Queimava-me as faces no louco valsar,
As falas sentidas que os olhos falavam
Não posso, não quero, não devo contar!
Depois indolente firmou-se em meu braço,
Fugimos das salas, do mundo talvez!
Inda era mais bela rendida ao cansaço
Morrendo de amores em tal languidez!
- Que noite e que festa! e que lânguido rosto
Banhado ao reflexo do branco luar!
A neve do colo e as ondas dos seios
Não quero, não posso, não devo contar!
A noite é sublime! - Tem longos queixumes,
Mistérios profundos que eu mesmo não sei:
Do mar os gemidos, do prado os perfumes,
De amor me mataram, de amor suspirei!
- Agora eu vos juro... Palavra! - não minto
Ouvi-a formosa também suspirar;
Os doces suspiros que os ecos ouviram
Não quero, não posso, não devo contar!
Então nesse instante nas águas do rio
Passava uma barca, e o bom remador
Cantava na flauta: - "Nas noites d'estio
O céu tem estrelas, o mar tem amor!" -
- E a voz maviosa do bom gondoleiro
Repete cantando: - "viver é amar!" -
Se os peitos respondem à voz do barqueiro...
Não quero, não posso, não devo contar!
Trememos de medo... a boca emudece
Mas sentem-se os pulos do meu coração!
Seu seio nevado de amor se intumesce...
E os lábios se tocam no ardor da paixão!
- Depois... mas já vejo que vós, meus senhores,
Com fina malícia quereis me enganar.
Aqui faço ponto; - segredos de amores
Não quero, não posso, não devo contar!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Aprendi e Decidi

  Aprendi e decidi...E assim,depois de muito esperar,num dia como outro qualquer,decidi triunfar...
  Decidi não esperar as oportunidades e sim,eu mesma buscá-las.
  Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
  Decidi ver cada deserto como uma oportunidade de encontrar uma saída.
  Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
  Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
  Naquele dia,descobrir que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
  Naquele dia, descobrir que eu não era a melhor e talvez eu nunca tenha sido.
  Deixei de me importar com quem ganha ou perde,agora ,eu importo simplesmente saber melhor o que fazer. . Aprendi que o difícil não é chegar lá  em cima,e sim ,deixar de subir.
  Aprendi que o melhor triunfo que posso ter,é ter o direito de chamar alguém de amigo.
  Descobrir que o amor é mais que um estado de namoramento,"o amor é uma filosofia de vida".
  Naquele dia ,deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria ténue luz deste presente.
  Aprendi que nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais .
  Naquele dia,aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.
          "E desde aquele dia, já não durmo mais para descansar."

Crônica do Amor (Arnaldo Jabor)

 Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
  O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
  Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
  Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
  Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
  Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
  Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
  Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
  Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
  Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
  Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
  É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
  Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
  Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
 Não funciona assim.
  Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
  Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
  Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

domingo, 24 de outubro de 2010

Soneto de fidelidade(Vinicius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.